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O CARDÁPIO ESTÁ NA MESA

Legenda: Três chapas consideradas fortes e com chances de vitória nas eleições de 2026


Por Toni Alcântara

Quando se fala em eleições em Sergipe, dentro da lógica de controle partidário dificilmente surgirá uma chapa muito diferente das que já se especulam. Assim, tendem a se consolidar composições como: Fábio Mitidieri para governador, com André Moura e Alessandro Vieira ao Senado; Eduardo Amorim ao governo, com Rodrigo Valadares e Adailton Souza; e Márcio Macêdo disputando o Executivo ao lado de Rogério Carvalho e Edvaldo Nogueira.

A verdade é que, isoladamente ou em federações, os partidos são guiados pelos diretórios nacionais, que centralizam o processo eleitoral em todo o país. Bons nomes existem aos montes, mas muitos não contam com o mínimo respaldo partidário para enfrentar uma disputa.

Com a polarização nacional, PT e PL despontariam como líderes naturais das chapas. Contudo, o ambiente político tem sido marcado pela forte influência do Judiciário, que, em uma relação de mão dupla com o Executivo, acaba pressionando também o Legislativo — fenômeno que se repete nos estados. Assim, a sensação é de que falta autonomia para que parlamentares atuem de fato em sintonia com os interesses populares.

O PT, que já opera tradicionalmente com aliados históricos, amplia sua rede incluindo partidos de posicionamento nebuloso, enquanto outros siglas que orbitam ao redor do PL também se mostram receptivas a arranjos variados.

O pluripartidarismo, idealizado para garantir representatividade a diversos setores da sociedade, acabou distorcido por práticas políticas que concentram poder e diluem a voz do eleitor. Sem candidatura avulsa e com siglas frequentemente cooptadas, o cidadão muitas vezes se vê obrigado a escolher apenas entre os nomes que lhe são empurrados.

O fato é simples: o cardápio está servido. Agora resta saber qual desses pratos realmente vai agradar ao paladar do eleitor sergipano.