
Alessandro e André são como água e óleo: não se misturam nunca, mesmo estando “debaixo do mesmo guarda-chuva” eleitoral
Por Toni Alcântara
O anúncio feito pelo governador Fábio Mitidieri dos seus nomes preferidos para a chapa que disputará as eleições de 2026 para o Governo do Estado e para o Senado deu muito o que falar e vai continuar ainda por muito tempo.
Isso porque o fato de estarem na mesma chapa majoritária montada pelo governador de Sergipe, não significa que haja nada de amizade entre o ex-deputado federal André Moura e o senador Alessandro Vieira. Ao contrário, as desavenças são muitas.
Justificando: o jornal O Globo publicou uma ampla reportagem na qual o mandachuva do União Brasil desmente o emedebista indiretamente.
Ao falar sobre o acordo de não persecução penal que firmou com o Supremo Tribunal Federal para não ser preso, André informou ao jornal fluminense não ter “havido confissão de crime” por parte dele para a concretização do acordo judicial.
E mais: durante o período em que vivia criticando o hoje aliado, Alessandro Vieira afirmou que não faz “acordos com corruptos” e que Moura só não foi preso porque “confessou os crimes que cometeu” contra a Prefeitura de Pirambu.
Cabe aí uma pergunta: quem está mentindo? André que nega ter sido réu confesso ou o senador que diz exatamente o contrário? Esses “elogios” gratuitos de ambas as partes podem levar, os dois, à derrota nas eleições de 2026.
Isso porque todos esses ataques serão “explorados”, como método de desconstrução de uma candidatura, pelo marketing dos dois pretensos candidatos.