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SE QUISER SER LÍDER MITIDIERI PRECISARÁ APRENDER A LIDERAR

“Se algum dos aliados está liberado para fazer o que bem entende, é sinal de que Mitidieri não lidera. Visto que, quem lidera não libera.”

Por Toni Alcântara

Os ex-governadores Albano Franco, João Alves Filho e Antônio Valadares, lideraram por longo período a política sergipana, e tinham em comum um entendimento que oportunamente expressavam.

Quando no momento da formação das chapas, por eles majoritariamente encabeçadas, exigiam fidelidade dos aliados, para que o apoio ao agrupamento fosse coeso, e na hora que uma ou outra liderança do agrupamento, ousasse se espalhar para apoiar adversários, quando questionado pelos jornalistas sobre a possível deserção, os líderes sacavam a seguinte frase: “QUEM LIDERA NÃO LIBERA”.

E se não aceitavam a deserção para apoio ao campo adversário, muito menos aceitavam que seus aliados trocassem farpas em público, de modo a comprometer o projeto majoritário.

O ex-governador Marcelo Deda, que era conhecido por sua oratória brilhante e discursos emotivos, enfrentou situação difícil numa campanha majoritária, onde disputava o governo de Sergipe ao lado de dois candidatos para o senado. E quando um dos senadores da chapa ameaçou rompimento por detectar sinais de traição do outro companheiro de chapa, Deda simplesmente parou a própria campanha para colocar ordem na casa. E conseguiu por ter sido respeitado.

Aliás, Deda foi um dos homens públicos que deixou talvez a maior das avaliações sobre a necessidade de lealdade na política (https://www.facebook.com/watch/?v=998314443971831).  As palavras do saudoso Marcelo Deda, transmitia a ideia de que a lealdade e a união entre os membros do seu grupo político eram essenciais para o sucesso dos projetos e transformações que ele desejava para Sergipe. Em determinado momento, Marcelo Deda soltou a seguinte frase: “Se for preciso atravessar o rio, que atravessemos. Mas, antes de atravessar o rio, vamos construir a ponte”. 

Hoje ainda numa pré-campanha, o governado Fábio Mitidieri está diante de um embate entre o senador Alessandro Vieira (MDB) e o ex-deputado federal André Moura). Um embate ferrenho, com artilharia de grosso calibre. Mitidieri que recentemente anunciou o nome de ambos como sendo os seus escolhidos para disputar a senatoria, já tentou desarmar ambos, mas o resultado foi trágico porque um dos embatedores simplesmente aumentou a aposta. E se utilizando de munição nacional, está disposto a torrar toda munição possível.

O que acontecerá ao final é ainda é imprevisível, mas uma coisa está muita clara. Se algum dos aliados está liberado para fazer o que bem entende, é sinal de que Mitidieri não lidera. Visto que, quem lidera não libera.