
Este AnderSonsBlog já havia antecipado que o novo líder da oposição na Alese, deputado Marcos Oliveira (PL), daria muito trabalho ao governo. E isso aconteceu de fato em menos de uma semana após ele assumir essa liderança.
É que Marcos, cioso de seu ofício, foi pra cima de uma resolução da Agrese que, em termos técnicos, deveria ser uma agência reguladora de serviços em defesa da população sergipana. Mas que, na prática, agiu no dia 29 de dezembro do ano da graça de 25 de forma exatamente contrária.
Explica-se: a partir dessa resolução, as penalidades aplicadas aos consumidores de água em Sergipe saltaram de 12 para mais de 70! E, com isso, a Iguá passou a poder aplicar multas a partir de R$ 3.600 até R$ 40 mil, a depender do tipo de penalidade e do tipo de consumidor.
No detalhe e de forma resumida, quem tem fossa séptica, tem poço artesiano e até mesmo cisterna ou calha, sendo que, nesses casos todos, basta que parte dessas águas ‘caiam’ na rede de esgoto, passa a ser tratado como infrator com a nova resolução da Agrese.
A coisa é tão absurda, mas tão absurda que até o governador Fábio Mitidieri (PSD) já se manifestou e garantiu que não deixará que essas multas sejam aplicadas – até porque a Iguá é uma empresa privada e o que rege a distribuição de água e a coleta de esgoto é legislação federal!
E aqui fica aquela história: depois do leite derramado, ou, no caso, da água derramada, é que as autoridades reagem. Agora, leitor e leitora, imagina se a oposição não se manifestasse, não denunciasse e não exigisse do governo a correção de um absurdo desses?
Agora, como perguntar não ofende, qual é que é a da Agrese ao preferir ‘encher as burras’ da Iguá do que defender o interesse e o bolso do povo sergipano? É complicado, viu?
Por ANDERSON CHRISTIAN