
Aliados e auxiliares do governador não escondem a preocupação em ter que enfrentar Valmir.
Da série “verdades que incomodam”, este colunista traz agora algumas informações (e afirmações) que, por questões óbvias, alguns setores da imprensa do Estado não podem pontuar, mas o fato que transformou definitivamente o processo pré-eleitoral em Sergipe foi a “liminar” ou efeito suspensivo conquistado pela defesa do prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos) no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que lhe devolveu seus direitos políticos.
Até o final de 2025, o próprio governador Fábio Mitidieri (PSD) repetia que estava com sua chapa definida e que estava pronto para enfrentar qualquer adversário da oposição, que, ainda segundo ele, não conseguia chegar à um consenso sobre pré-candidaturas. Bastou a “liminar” recolocando Valmir na disputa para o governo do Estado que, visivelmente, bateu um “desespero” dentro do agrupamento governista, principalmente pelo respaldo popular que a decisão do STJ ganhou.
Aliados e auxiliares do governador não escondem a preocupação em ter que enfrentar Valmir novamente e a postura do próprio Fábio Mitidieri “entregou” que ele imaginava que seria reeleito “por W.O” e que agora tem um adversário que é muito mais popular do que todo o seu governo. Logo, setores da imprensa, com vinculação governista, tentaram “criar um cenário” de instabilidade, insinuando que se tratava “apenas de uma liminar” e que “ela poderia cair a qualquer momento”!
Mas muito maior do que a pressão desses setores da imprensa, tem sido a manifestação popular nas redes sociais, sinalizando que o desejo por ver Valmir governando Sergipe desde 2022 continua muito forte entre os sergipanos. O “desespero” ficou tão explícito, que o senador Alessandro Vieira (MDB), em uma fala descabida, agressiva, desnecessária e egoísta (perfil de um político sem grupo), fez um ataque muito duro contra o também pré-candidato a senador André Moura (UNIÃO).
Em entrevista a Narcizo Machado na FAN FM, Alessandro disse que “dorme tranquilo e acorda ao som do despertador” e que seu colega de chapa André Moura “não pode dormir tranquilo porque pode ser acordado pela Polícia Federal”. A “segunda opção” de Mitidieri para o Senado atacando a “primeira opção”! Este é o “desenho trágico” da chapa governista, “implodida” por Alessandro e que, acertadamente, André diz que não tem condições de subir no mesmo palanque do senador do MDB.
Mas dentro da série “verdades que incomodam”, alguns setores da imprensa se dividem em culpar André e Alessandro sobre essa instabilidade, mas o grande responsável para este colunista é o governador Fábio Mitidieri. Ele, lamentavelmente, não lidera o seu agrupamento, não se posiciona e permite essa rede de intrigas, além de fazer “afagos” públicos nos pré-candidatos ao Senado, Rogério Carvalho (PT) e Edvaldo Nogueira (PDT). Simula ter o apoio de todos, mas demonstra não liderar ninguém!
Esta é a mais dura “síntese” de um início de 2026 “turbulento” para a base governista, após a “liminar” de Valmir, que não é tão “frágil” como muitos imaginavam, e após sucessivas demonstrações de fragilidade no comando pelo governador, que insiste em dar ouvidos a “puxa-sacos” e “bajuladores”, que deixaram o seu “TITANIC” à deriva em pleno Carnaval, diante de um “naufrágio” iminente! A IGUÁ fez um “rombo” e, para não morrerem “afogados”, muitos já estão “pulando do barco”…
Veja essa!
O senador Alessandro Vieira disse que a Polícia Federal pode “acordar” André Moura, com o objetivo de prejudicar seu adversário direto ao Senado. A fala tem cunho eleitoral, para “agradar a torcida” e recebeu um “carão” público do próprio governador Fábio Mitidieri.
E essa!
André Moura defendeu o respeito a sua família, a sua mãe e ao legado de seu pai Reinaldo Moura (in memoriam) para dizer que não tem mais condições de subir no mesmo palanque que Alessandro este ano. André acertou e deixou a decisão para o governador Fábio Mitidieri.
No Carnaval
Visivelmente sem saber o que fazer para contornar a situação, ou talvez já determinado a garantir o espaço para o senador Rogério Carvalho em sua chapa majoritária, Mitidieri terá que escolher entre o senador “do seu coração” e da sua família, que é Alessandro Vieira, ou o pré-candidato que lidera o maior agrupamento do Estado, que é André Moura.
Pode piorar
Alessandro arrumou problemas por onde passou; desde o Cidadania, passando pelo PSDB e agora no MDB. Faz política individual, que é ruim para um projeto majoritário e ainda contribui para dividir o “TITANIC” de Mitidieri. Mas já imaginou o governador sem os apoios do União Brasil e do PP, caso a Federação entre os dois partidos se consolide?
E Laércio?
Os setores da imprensa estão falando do União Brasil, por conta de André Moura, mas esquecem que o também senador Laércio Oliveira está desprezado pelo agrupamento governista. Não participa de reuniões, não é convidado para opinar em nada e seu grupo parece só servir para votar a favor e liberar emendas. Estão no bloco dos que “não morrem de amor” pela reeleição de Mitidieri…
Vitória da AMESE
A Associação dos Militares do Estado de Sergipe (AMESE), venceu na Justiça a ação de reparação de dano contra o ator global Bemvindo Pereira de Sequeira, por publicações ofensivas feitas por ele, em suas redes sociais, contra a instituição Polícia Militar, em 2021, ao comentar uma ação policial. Bemvindo teve que indenizar os militares sergipanos representados pela AMESE, numa ação defendida publicamente pelo amigo e leitor Sargento Vieira.
Alô Emília!
A prefeita de Aracaju, através da Secretaria de Saúde, recebeu uma “herança maldita”, do ex-prefeito Edvaldo Nogueira, que entregou a PMA com a frota de veículos bastante sucateada e defasada. Com muitos veículos precisando passar por manutenção ao longo de 2025, alguns serviços como o controle da dengue ficaram um pouco prejudicados, chegando a inviabilizar o trabalho dos supervisores. Como sugestão, diante da demanda de serviços, seria interessante a PMA, através da SMS, apostar na renovação da frota em geral, inclusive da vigilância epidemiológica.
Hospital Cirurgia I
O Hospital de Cirurgia (HC) concluiu o pagamento de todas as dívidas trabalhistas herdadas da gestão anterior à Intervenção Judicial. Ao todo, 803 ex-funcionários foram contemplados, mediante o desembolso total de quase R$ 21 milhões de reais, marcando mais um grande passo da gestão atual da instituição hospitalar, que está sob Intervenção Judicial desde novembro de 2018 – período em que passou por uma ampla reestruturação administrativa, financeira e assistencial.
Hospital Cirurgia II
Os débitos quitados estavam concentrados em dois grandes eixos: uma ação coletiva movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em razão da prática de demissão em massa, conduzida por gestões anteriores, entre os anos de 2016 a 2018 – o período mais crítico da história do hospital – e os processos judiciais concentrados no Juízo Auxiliar de Execução (JAE) do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT20) que, embora o acordo tenha sido firmado antes da Intervenção, até 2018 apenas 26 processos haviam sido quitados.
Hospital Cirurgia III
Coube à Intervenção empreender esforços contínuos para garantir a quitação das dívidas, que contemplava demissões ocorridas desde 2012, sem quitação das verbas trabalhistas. A última parcela do JAE foi paga em outubro de 2025.
Compromisso e responsabilidade
Para a interventora judicial do Cirurgia, a enfermeira Márcia Guimarães, a conclusão do pagamento representa o cumprimento de uma missão assumida no início da Intervenção. Ela destaca que esse processo exigiu planejamento financeiro e diálogo permanente com os órgãos de controle e justiça.
Márcia Guimarães
“Quando assumimos o HC, em novembro de 2018, tínhamos plena consciência da dimensão dos problemas herdados, especialmente no campo trabalhista. Estamos falando de centenas de trabalhadores que foram desligados entre 2012 e 2018 sem receber suas verbas rescisórias. Muitos já estavam há anos fora da instituição, sem qualquer expectativa de receber seus direitos. A Intervenção foi uma luz para essas pessoas, porque veio para reorganizar o hospital, fazer o seu papel de atender a justiça e cumprir as leis”, relata Márcia Guimarães.
JCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) está com 170 vagas abertas para dois cursos gratuitos voltados à formação de jovens de 16 a 24 anos, estudantes ou ex-alunos da rede pública de ensino, em Aracaju (SE). As inscrições seguem até o dia 25 de fevereiro e devem ser realizadas por meio do formulário disponível no link https://bit.ly/inscriçãocursosregulares, também acessível pela bio do perfil @IJCPM no Instagram.
Clube do Livro
Ao todo, estão sendo ofertadas cinco turmas nas formações “Preparação para o Mundo do Trabalho” e “Mundo Digital”, além do Clube do Livro. Os cursos têm início a partir do mês de março e serão realizados na sede do Instituto, localizada no Shopping Jardins. A proposta é contribuir para os desenvolvimentos pessoal e profissional da juventude, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho.
Curso
Na formação “Preparação para o Mundo do Trabalho”, serão disponibilizadas duas turmas, uma no turno da manhã, das 8h às 12h, e outra à tarde, das 13h30 às 17h30, ambas com início em 9 de março e término previsto para 10 de junho, com aulas às segundas e quartas-feiras, totalizando 60 vagas. O curso aborda temas como projeto de vida, habilidades digitais, comunicação, comportamento profissional e mercado de trabalho.
IPAESE I
O Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (IPAESE), organização sem fins lucrativos dedicada à educação da comunidade surda, está com matrículas abertas para as novas turmas dos Cursos de Libras. As aulas acontecem presencialmente, na sede do instituto, em Aracaju. As novas turmas são ofertadas para todos os níveis: Básico I, Básico II, Intermediário e Avançado; com opções de horários pelas quartas-feiras à noite (18h às 22h) ou aos sábados pela manhã (8h às 12h). Para participar, é necessário realizar um pagamento único de R$ 350, com possibilidade de parcelamento em até três vezes sem juros.
IPAESE II
Os Cursos de Libras do IPAESE tem duração de três meses, com alunas semanais, e o grande diferencial: todos os cursos têm aulas ministradas por professoras surdas, estabelecendo um contato direto com a comunidade surda e as vivências com quem usa a língua diariamente. As aulas acontecem presencialmente, em Aracaju. As matrículas devem ser feitas na sede do IPAESE, localizada na Rua Tenente Wendel Quaranta dos Santos, nº 1479, no bairro Suíssa, em Aracaju. No ato da inscrição, é necessário apresentar cópia do RG, CPF e comprovante de residência.
por Habacuque Villacorte