CPI sobre Toffoli e Moraes não é ilegal. São temas de Estado e de responsabilidade do Congresso
Flávio Bolsonaro vinha conduzindo bem sua pré-campanha, mas agora parece colocar uma rivalidade política à frente de questões de Estado. Crédito: Fernando Schüler/Estadão
O escritório de advocacia Barci de Moraes anunciou nesta segunda-feira, 16, que vai acionar judicialmente o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por injúria, calúnia e difamação na Justiça estadual de São Paulo, além de pedir indenização por danos morais.
O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente e responde a investigações por fraude financeira na CPI do Crime Organizado e na CPMI do INSS.
Em entrevista ao SBT News, Vieira, relator da CPI do Crime Organizado no Senado, afirmou que apurações em curso indicam pagamentos do PCC a autoridades de diversos poderes, servidores públicos, políticos e pessoas ligadas ao Judiciário.
Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, diz que ação é tentativa de intimidação Foto: Wilton Junior/Estadão
“A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita”, disse o senador.
O escritório acusa Vieira de ter vinculado recursos do PCC à firma advocatícia, contratada pelo Banco Master, e classifica as declarações como falsas.
Em nota, Vieira negou ter estabelecido ligação direta entre o PCC e o escritório Barci de Moraes e classificou a ação judicial como tentativa de intimidação.
“O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento uma ligação direta entre o PCC e o referido escritório”, afirmou.
O senador acrescentou que “as pessoa
s aparentemente ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”.
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