
por Anderson Christian
Recentemente, numa rápida conversa com um querido amigo deste AnderSonsBlog – e que é amigo desde muito antes da política, viu? – que já foi prefeito de uma querida cidade – preservaremos a identidade dele, ok? – fez um comentário que intrigou a casa aqui.
Vejamos: segundo ele, caso o ex-governador Belivaldo Chagas venha a apoiar Valmir de Francisquinho (Republicanos) para o governo, estaria o Galeguinho “traindo Fábio (Mitidieri) e o povo não gosta de traição”, segundo as palavras desse amigo.
Aí a gente, como sempre, buscou a sequência dos fatos que se impõem diante das narrativas. E, neles, o que se observa é que se houve traição, ela seria de Fábio para com Belivaldo. ‘Mas como assim, AnderSonsBlog, se Belivaldo apoiar outro nome ele não estaria dando as costas pra Fábio?’, perguntaria o leitor e a leitor mais céticos. E a resposta é direta: não, de jeito nenhum e de maneira nenhuma! E a prova disso está, novamente, nos fatos.
Bora lá: nas Eleições 22, Belivaldo no governo, foi ele, sim, quem garantiu o nome de Fábio como candidato do agrupamento governista. E, naquele momento, quem estava à frente nas pesquisas dentre os nomes governistas? Ora, era Edvaldo Nogueira (PDT), então prefeito de Aracaju. Teve até uma grande reunião na produtora WG em que Fábio foi o escolhido como candidato a sucessão do Galeguinho. E, no dia seguinte dessa decisão, na entrega da reforma do Terminal do Mercado, o próprio Edvaldo foi taxativo: “escolheram errado”, disse sobre a preferência pelo nome de Fábio.
E o que Belivaldo fez? Manteve a decisão e a palavra! Se o Galeguinho tivesse, em algum momento, recuado, Fábio simplesmente nem seria candidato, muito menos seria governador, ora pois!
E aqui cortamos para as Eleições 24, quando Belivaldo se candidatou a vice-prefeito de Aracaju na chapa encabeçada por Yandra Moura (União). E o que o agora governador Fábio fez? Apoiou a candidatura de Luiz Roberto, também do PDT, não fez qualquer gesto para contornar a candidatura de Danielle Garcia (MDB) e nem se movimentou para aplainar o desejo de sua colega de partido, a deputada federal Katarina Feitoza, que chegou até a ir ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para tentar emplacar sua candidatura a prefeita da capital, que acabou empacando, mas não por interferência direta de Fábio Mitidieri, como se sabe.
Ora, com Belivaldo candidato, mesmo sendo a vice, a única postura de gratidão que Fábio teria que ter era apoiar Yandra para prefeita, minhas gentes! Mas isso não ocorreu e se a gente for falar em traição, aí sim é que temos Fábio traindo o amplíssimo apoio que recebeu de Belivaldo, né verdade?
Ah, e tem mais uma coisa: caso se confirme o nome de Priscila Felizola como vice de Valmir de Francisquinho, teria como Belivaldo não apoiar essa chapa? Pelo amor de Deus, né? Assim, seja qual for a decisão que Belivaldo Chagas tomar, uma certeza já podemos ter: de traição essa decisão não terá nada! E estamos conversados!