BRASÍLIA — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um discurso nos Estados Unidos, que os americanos “monitorem a liberdade de expressão” no Brasil e façam pressão diplomática sobre o País para garantir “eleições justas” em outubro, em que ele vai disputar a Presidência da República.
Flávio discursou no CPAC em Dallas neste sábado, 28, para uma plateia de conservadores e apoiadores de Donald Trump. Ele enalteceu tanto o presidente americano quanto o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio Bolsonaro discursa no CPAC no Texas Foto: Reprodução/
Flávio acusou o ex-presidente americano Joe Biden, do Partido Democrata, de interferência nas eleições brasileiras em 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de uma “enxurrada de dinheiro” da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Bolsonaristas vêm afirmando que agência teria interferido no resultado das urnas e financiado campanha de Lula, mas não há documento público que comprove isso. Projetos bancados pelo órgão dos EUA são principalmente na área de saúde e educação, como já checou o Estadão Verifica.
O senador afirmou não querer interferência nas eleições brasileiras “como o governo Biden fez para trazer Lula ao poder”, mas pediu que os Estados Unidos e demais países “observem a eleição do Brasil com enorme atenção”.
“Monitorem a liberdade de expressão do nosso povo. E apliquem pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, declarou.
“Em vez da administração Biden interferir em nossas eleições para instalar um socialista que odeia a América, aplicar pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana —essa é uma boa mudança de política externa para a região, não é?”
Flávio prometeu voltar ao palco do CPAC no ano que vem como presidente do Brasil, e que ele será uma versão melhorada de seu pai, assim como o segundo governo Trump é melhor do que o primeiro.
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