Direto ao Ponto: Com prisão domiciliar a Bolsonaro, STF tira peso das próprias costas
Marcelo de Moraes analisa implicações políticas da saída do ex-presidente da Papudinha.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou suas redes sociais nesta sexta-feira, 1.º, para falar da evolução do estado de saúde do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após cirurgia no ombro direito realizada pela manhã no hospital DF Star, em Brasília.

Cirurgia precisou ser autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar Foto: Wilton Junior/Estadão
“Galego já está sem oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento – que é normal não se mexerem por conta do anestésico – já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus!”, escreveu.
A cirurgia transcorreu bem, segundo boletim médico. Mais cedo, Brasil Caiado, cardiologista da equipe médica que atende Bolsonaro, afirmou na saída do hospital que o procedimento demorou três horas e que não havia previsão de alta.

Michelle atualiza sobre estado de saúde de Bolsonaro após cirurgia Foto: Reprodução/Instagram
A cirurgia precisou ser autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. A defesa havia pedido a autorização em 21 de abril, a partir de exames da equipe médica que acompanha o ex-presidente.
Segundo os relatórios médicos enviados ao STF, Bolsonaro se queixava de “dores recorrentes e intermitentes” no ombro que exigiam uso diário de medicação analgésica.
Conforme o boletim do DF Star, foi realizado um “reparo artroscópico do manguito rotador à direita”, relacionado à articulação do ombro direito.
Na decisão, Moraes autorizou Michelle a acompanhar Bolsonaro “durante todo o período da internação, período em que todas as visitas estarão suspensas, inclusive dos advogados e demais familiares, salvo autorização judicial”. Ela não poderia usar o celular no leito.
O ministro ainda determinou que o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, tomasse providências para escolta nos trajetos entre residência e hospital e para “garantir a segurança e a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar”. “Evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor”, escreveu.
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Moraes também estabeleceu que a defesa tem 48 horas após a cirurgia para apresentar ao STF relatório médico detalhado sobre o procedimento realizado pelo ex-presidente.
O ministro ainda determinou que o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, tomasse providências para escolta nos trajetos entre residência e hospital e para “garantir a segurança e a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar”. “Evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor”, escreveu.
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