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Avante vai para o pleito com candidaturas competitivas, coeficiente eleitoral e brigando por uma cadeira federal

Análises apressadas do cenário eleitoral sergipano costumam cometer um erro clássico: subestimar a capacidade de articulação de chapas que fogem do figurino tradicional da política de bastidor. Ao classificar o Avante como uma legenda de “mais personagens do que musculatura”, leituras superficiais deixam de enxergar a matemática real do sistema proporcional e o apelo popular de nomes que já despontam nas pesquisas.

A conta para a Câmara dos Deputados em Sergipe não é apenas viável para o Avante — ela está sendo desenhada com precisão estratégica. Isso porque a chapa de pré-candidatos do partido reúne nove candidaturas competitivas e todas elas com viabilidade podendo chegar, individualmente, a 30 mil votos, e com isso atingindo o coeficiente eleitoral e elegendo uma cadeira de deputado federal no dia 4 de outubro próximo.

A FORÇA DOS NICHOS – Podemos iniciar os exemplos com o apresentador Claudio Luis, por exemplo, um jornalista tem apelo de massa, conhecido e reconhecido na grande Aracaju bem como nas demais cidades do estado, a base do Avante é construída sobre causas reais e segmentos organizados da sociedade — o que a ciência política chama de voto de nicho com alta fidelidade.

Sobre a causa animal e pessoas com deficiência, nomes como Alessandra Campos (da ONG Voluntários Pet) e Juliana Silva (Mãe Atípica) lideram movimentos de forte apelo emocional e engajamento prático. Não são simples “personagens”, mas referências diretas para milhares de famílias e protetores em todo o estado, tanto na capital quanto no interior.

A representatividade do setor vem forte com o Cabo Didi, figura de apelo popular testado nas urnas, e o Coronel Mano, atual suplente de senador, trazendo a credibilidade e o peso da corporação, que é a Polícia Militar do Estado. Nomes como Thannata da Ecoterapia, vereadora de Aracaju, agregam identidade e diálogo direto com novas frentes de renovação política e identidade com o mundo jovem.

Quanto às dificuldades locais e peso político, candidaturas como as de Toninho de Arimateia e de Tininho Estevam, trazem densidade eleitoral, trânsito regional e capacidade de transferência de votos em bases territoriais definidas. Até mesmo uma figura que pode ser considerada “folclórica” como Raputenga, nome incorporado pelo pré-candidato Jeferson Vasco e que caiu no agrado popular pode surpreender na eleição ou em votação.

FOTOGRAFIA QUE SE TRADUZ EM URNAS – A tese de que “fotografia não embarca sozinha” cai por terra quando a fotografia é composta por lideranças com trabalho prestado e recall eleitoral. Essa afirmativa vale para todos os nove integrantes da chapa que foi referendada pela convenção partidária realizada na última segunda-feira, dia 20, em um grande ato realizado em Aracaju.

A soma dos votos dos nove ainda pré-candidatos identificados com os seus importantes nichos eleitorais e de base regional consolida o volume necessário de votos para que o Avante dispute não apenas uma, mas quem sabe até com folga, as vagas diretas ou a distribuição das sobras partidárias.

Longe de ser uma chapa sem musculatura, o Avante apresenta em Sergipe um modelo eficiente para o sistema proporcional moderno: popularidade de massa no topo e representatividade real na base. Quem faz as contas apenas no papel, como foi o caso de um articulista político de Aracaju que divulgou hoje seu texto jornalístico, pode se surpreender quando as urnas forem abertas.