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De novo o Jornalista Luiz Eduardo Costa acerta em cheio em mais uma análise. Desta vez, o foco foi no ‘Banco do Tigrinho’ que se tornou o Banese diante da ‘coragem de mamar em onça’ de Mitidieri. Terrível isso!

Nada como um conhecimento profundo da história sergipana para dirimir quaisquer dúvidas sobre a real intenção por trás de decisões político-administrativas. E esse conhecimento o jornalista Luiz Eduardo Costa tem de sobra e, com base nisso, ele alerta que o que o governador Fábio Mitidieri (PSD) está fazendo com o Banese é um dos maiores absurdos jamais praticados por um governante contra uma instituição financeira pública e de tamanha importância como o outrora chamado ‘banco dos sergipanos’ que, infelizmente, se apequenou ao se tornar um braço dos famigerados ‘jogos do Tigrinho’. Vale leitura por demais!

“SERGIPE E O TIGRINHO

Luiz Eduarco Costa*

Não há dúvidas: o governador Fábio Mitidieri, tem, como se diz popularmente, coragem de mamar em onça. Qual outro ousaria fazer o que ele está fazendo com o nosso banco estadual o Banese?

Criado em 1962 pelo governador Luiz Garcia e posto a funcionar no ano seguinte pelo governador Seixas Doria, adversário de Garcia, mas, entendendo que Sergipe precisava de um banco de fomento para dar impulso à nossa frágil economia.

Nenhum governador alimentou a pretensão de privatizar o Banese. Quando, no governo de Fernando Henrique houve  a extinção ou privatização dos bancos estaduais, restaram apenas quatro, e o Banese foi um deles. Albano no governo, e do mesmo partido de FHC, resistiu às pressões, que não foram poucas.  Salvou e capitalizou o banco com recursos provenientes da venda da ENERGIPE.

Recentemente, numa fala em busca de votos, o governador disse que, apesar da necessidade de dinheiro, cancelou as negociações iniciadas pelo seu antecessor, Belivaldo Chagas, que pretendia vender o nosso banco ao  Banco de Brasília. Segundo ele, a venda já estava quase consumada.

O governador além de deselegante, também mentiu. Belivaldo deixou enxutas as finanças estaduais e recusou uma proposta feita pelo banco brasiliense para comprar quarenta por cento das ações do Banese. Isso, por precaução e zelo com o patrimônio público, diante dos murmúrios sobre as atividades de Vorcaro e suas  ligações brasilienses.

Mitidieri até pouco  tempo repetia batendo no peito : ” Sou o único governador que teve a coragem de vender a DESO”. Diante do que acontece com a Iguá, ele preferiu ” botar a viola no saco” e esquecer o assunto.

Se não ė verdade que evitou privatizar o Banese, Mitidieri fez muito pior: desvirtuou o papel desenvolvimentista do banco, transformando-o na Casa do Tigrinho. Aderiu à extorsão, fez do Banese um disseminador da praga das bets. Nos postos do Banese, estão instaladas aquelas máquinas que, tendo o atrativo dos joguinhos inocentes, e os tigrinhos, tão atrativos, cometem o crime de socializar o vício. Isso no momento em que o Ministério da Fazenda começa a cancelar a ação das bets e revela-se que, juntas, elas no ano passado drenaram 200 bilhões  de reais, que vão em grande parte para o crime organizado.

O governo Mitidieri associa-se a essas práticas, que agravam o processo de empobrecimento  da população, assim restringindo o consumo e afetando principalmente ao comércio.

Quem for ao Mercado Central e parar um pouco diante de um Posto Banese,  assistirá a cena deprimente de pessoas extremamente pobres que ali fazem bicos, indo perder nas máquinas da contravenção , o dinheiro para comprar comida.

O governo parece insensível a esse tipo de exploração da pobreza. Por coisas dessa natureza há quem diga que o governador Mitidieri tem a síndrome de aparofobia, ou seja, desprezo pelos pobres.

Para quem já insultou os que exercem a digna profissão de açougueiros e chamou de preguiçosos os já tão sacrificados professores,  transformar a respeitável profissão de bancário em contravenção seria apenas mais um ato de coragem?

*é Jornalista e, ele sim, tem a coragem de denunciar os terrível malfeitos que o atual governo tem a cara de pau de fazer as escâncaras no Banese que, como já dito, um dia foi o ‘banco dos sergipanos’”.