Entidades alertam para o risco de cerca de 10 mil servidores e dependentes ficarem sem assistência médica
O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias (SACEMA), Carlos Augusto, juntamente com sindicatos que representam os trabalhadores da área da saúde, professores e outras categorias do serviço público municipal de Aracaju, se reuniu para protocolar um ofício em caráter de urgência solicitando uma reunião com a prefeita Emília Corrêa.
O objetivo é discutir o impasse envolvendo o IPES Saúde e buscar uma solução que garanta a continuidade da assistência médica aos servidores públicos municipais e seus dependentes.
As entidades sindicais afirmam que os trabalhadores não podem ser penalizados por problemas financeiros ou administrativos que não foram provocados por eles. Os sindicatos também questionam a possibilidade de cobrança de valores próximos a R$ 9 milhões aos servidores, defendendo que qualquer solução deve preservar os direitos dos trabalhadores.
O impasse envolve aproximadamente 10 mil usuários, que correm o risco de ficar sem atendimento caso a situação não seja resolvida e o convênio não seja renovado.
Segundo as informações apresentadas pelas entidades, a renovação estaria travada em razão de uma dívida de aproximadamente R$ 14 milhões da Prefeitura de Aracaju com o instituto, valor que teria sido acumulado principalmente durante a gestão anterior.
Diante da situação, os sindicatos solicitam uma reunião urgente com a prefeita para que sejam discutidas alternativas e construído um entendimento que assegure a manutenção do atendimento.
Para as entidades, a assistência à saúde dos servidores não pode ser colocada em risco por uma dívida administrativa, e os trabalhadores não devem arcar com as consequências de problemas financeiros entre o município e o instituto.
O movimento sindical pretende acompanhar de perto as negociações e cobrar da administração municipal uma solução que garanta a continuidade do IPES Saúde para todos os usuários.