Em entrevista exclusiva ao podcast “Falando Francamente”, a renomada psicanalista e médica discute os desafios da saúde mental na era dos algoritmos, a medicalização da vida e o novo modelo de atendimento do Instituto Inovamente.
A saúde mental do sergipano nunca esteve tão em xeque. Em um diálogo profundo e necessário com o jornalista Toni Alcântara, a Dra. Débora Pimentel, uma das maiores autoridades em psicanálise e ética médica do estado, trouxe reflexões urgentes sobre como o imediatismo digital e a rotina exaustiva estão adoecendo a população.
O Perigo na Palma da Mão
Um dos pontos altos da entrevista foi o alerta sobre o uso excessivo de smartphones e redes sociais. Segundo a Dra. Débora, o movimento constante das telas libera doses massivas de dopamina, criando um ciclo de vício comparável a substâncias químicas.
“As crianças estão ficando hipnotizadas e agressivas quando perdem o acesso às telas. É uma ‘babá perfeita’ que, na verdade, adoece nossos filhos”, afirmou a médica.
Medicalização e o “Luto Anestesiado”
A doutora também questionou a tendência atual de “patologizar” sentimentos naturais. Para ela, a sociedade está perdendo a capacidade de vivenciar o luto e a frustração, recorrendo precocemente a medicamentos como o Rivotril.
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A lição da pandemia: Débora destaca que o isolamento nos ensinou o valor do essencial e do minimalismo, mas também escancarou a fragilidade das relações.
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Burnout: A síndrome do esgotamento profissional foi apontada como reflexo de uma era de cobranças excessivas, onde o trabalho invadiu o ambiente doméstico.
Inovação no Cuidado: O Instituto Inovamente
Para combater esse cenário, a Dra. Débora apresentou o conceito por trás do Instituto Inovamente. A proposta rompe com a “consulta de 5 minutos” dos convênios, focando em uma medicina integrativa que une mente e corpo.
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Atendimento humanizado: Consultas de longa duração e acompanhamento semanal.
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Saúde no prato: A integração com nutrição e atividade física como pilares da cura mental.
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TBC (Tirar a Bunda da Cadeira): Uma lição de ética que ela passa aos seus alunos — o médico precisa levantar, olhar nos olhos e acolher o paciente pelo nome.
Confira a entrevista completa:
Abaixo, você pode acompanhar na íntegra o episódio do podcast onde a Dra. Débora Pimentel detalha esses e outros temas, como a ética médica e o futuro da saúde pública em Sergipe.