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‘Eles têm muitos erros’: Renato Gaúcho cita Hinestroza e explica por que é difícil dirigir colombianos no Brasil


O técnico Renato Gaúcho, do Vasco, foi questionado em entrevista coletiva neste sábado (4), após a derrota por 2 a 1 para o Botafogo, sobre a atuação do colombiano Marino Hinestroza e se conversa com o jogador sobre “caprichos na hora da finalização”. O treinador respondeu dizendo que alguns jogadores da Colômbia “têm muitos erros”.

“O que mais falo, até por eu ter sido atacante, é para terem tranquilidade para tomar decisão, porque o desespero dentro ou próximo da área é sempre do adversário. Temos quatro colombianos no grupo. Eu procuro corrigir. Eles têm muitos erros. É meu trabalho, mas é falta de tempo, não é da noite para o dia que vou corrigir os caras 100%”, iniciou.

“Aí tem o problema também da adaptação do jogador colombiano. Quando eu estava no Grêmio ou outros clubes, quando me ofereciam jogadores colombianos ou equatorianos, que eu gosto deles, eu só dava aval para trazer no momento em que estavam adaptados ao futebol brasileiro. Eles precisam de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Futebol brasileiro com colombiano tem diferença grande, principalmente taticamente. Isso leva tempo”, seguiu.

“É difícil jogar a cada três dias e corrigir tudo dos jogadores. Muitas vezes tomam decisão errada porque jogam dessa forma na Colômbia e no Equador, e no Brasil eles têm esses problemas. Eu procuro corrigir, mas é adaptação, não da noite por dia. Infelizmente enquanto isso vão cometer esses erros, por mais que a gente corrija”, finalizou.

O treinador também falou sobre a derrota para o rival e citou “erros infantis”

“Os pequenos detalhes fazem estragos enormes, e fizeram hoje de novo. Fizemos o mais difícil, saímos na frente, estávamos bem na partida, e por erros nossos, até infantis, já falei para eles de novo no vestiário, que procuro corrigir no vídeo. Já melhoramos bastante nesse sentido, mas deixamos de fazer hoje, de novo, em alguns lances. Pagamos isso”, disse.

“O futebol é atenção nos 90 minutos, precisa estar ligado o tempo todo, não importa o adversário e o jogo. Falei para eles que deixamos escapar no mínimo um ponto hoje. Mas nós estávamos na frente. Três hoje, dois contra o Coritiba, por falta de atenção. São erros que tenho conversado bastante e mostrado que não podem ser cometidos, porque a conta chega”, acrescentou.

O Vasco é o nono colocado do Brasileirão, com 12 pontos conquistados em dez partidas.

“A gente tem de desgarrar daquele grupo lá debaixo e ir para cima. Mas não vai ser da noite para o dia. O Vasco não tem um time imbatível. Vai ganhar, empatar, perder. Sempre trabalhamos para buscar os melhores resultados. Antes de jogo, ninguém acreditaria que o Vasco faria, sob meu comando, 11 pontos em 15. Hoje são 11 pontos em 18”, afirmou Renato Gaúcho.

“Não estou me elogiando, mas com a minha chegada, algumas mudanças, é só ver aproveitamento. O problema é que estamos pagando também uma conta dos primeiros quatro jogos. Ganhar um ponto em quatro jogos vai fazer falta no campeonato, mesmo assim recuperamos. Tenho que dar parabéns para meu grupo. Sempre precisamos melhorar. Temos coisas para corrigir, só que a cada três dias não tem como. Mas o grupo está bem, reagindo. Temos de corrigir ainda a falta de atenção. Sempre que desligamos, tomamos gol”, concluiu.

Brasileirão é prioridade

Renato Gaúcho colocou o Campeonato Brasileiro como a prioridade do Vasco na temporada. O clube também tem as disputas da CONMEBOL Sul-Americana e Copa do Brasil.

“A Sul-Americana é disputada o ano todo. Precisa jogar na altitude, times fortíssimos, desgastes de viagens longas É pedreira, para lá em dezembro ver se você é campeão para ganhar vaga para a Libertadores. E até dezembro acontece o quê? Desgastes, jogar na altitude, perda de jogadores. E nesse meio tem o Campeonato Brasileiro, que não dá para deixar de lado. A prioridade do Vasco é o Campeonato Brasileiro”, iniciou o treinador.

“E ainda tem a Copa do Brasil, que estamos entre os 32, e neste ano são duas vagas para a Libertadores. O caminho bem mais curto, menos ‘desgastante’, não que vamos deixar a Sul-Americana de lado. Mas, para ver, você disputa campeonato, desgaste enorme, para ver se é campeão em dezembro. Mas independente de Copa do Brasil e Sul-Americana, a prioridade é o Brasileiro”, continuou.

“A gente tem de somar o maior número de pontos até junho, na parada da Copa, e tenho conversado bastante com o Pedrinho e o Felipe, temos de ser pontuais nas contratações. Temos de contratar, trazer mais qualidade para o grupo, para pensar ainda mais. Três ou quatro jogadores, no mínimo, que a gente trouxer, precisa ser do agrado de todo mundo, do treinador, torcida, presidente, diretoria. Jogadores que cheguem ‘cheguei’. Para que a gente possa ter grupo mais forte para começar a pensar em coisas maiores. Mas até lá, me coloco no lugar do torcedor, precisa entender isso. Até junho vai ser uma guerra. Temos mais 17 jogos, a cada três dias vamos jogar”, finalizou.

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