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Gestão Tarcísio prioriza promoção de policiais militares que atuam longe das ruas


Furto de celular tem alta em SP e 8 Estados. Quais são os lugares com mais crimes?

Roubos registrados no ano passado ocorreram entre 18h e 23h, enquanto os furtos se diluem durante o dia, aponta o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança. Crédito: Juliana Prado

A Polícia Militar (PM) de São Paulo promoveu 35 tenentes, majores e capitães por merecimento, mas apenas 11 — o equivalente a 31% — atuam em batalhões de policiamento territorial, principal responsável pela prevenção de crimes. Especialistas apontam que a decisão, tomada na última semana, pode desmotivar tropas que atuam nas ruas e sinalizar que postos burocráticos e em forças especiais são mais valorizados na progressão de carreira.

Procuradas, a PM e a Secretaria de Segurança Pública do Estado não responderam. O espaço continua aberto. Não é a primeira vez que isso acontece na gestão Tarcísio de Freitas. Como mostrou a Coluna do Estadão em 2024, apenas três dos 16 promovidos por merecimento atuavam no policiamento territorial. Na época, o ouvidor das Polícias de São Paulo, Cláudio Aparecido, disse que a medida gerava “constrangimento” na tropa.

Veja a promoção de policiais publicaada nesta semana:

  • Dos 13 tenentes promovidos por merecimento, 4 atuam em batalhões;
  • Dos 9 majores promovidos por merecimento, 3 atuam em batalhões;
  • Dos 13 capitães promovidos por merecimento, 4 atuam em batalhões.

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Batalhão de Polícia Militar Metropolitano no bairro de Campo Belo em São Paulo Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Foram promovidos policiais por mérito que atuam em áreas como assessoria da Assembleia Legislativa do Estado; Corregedoria; Unidade de Ensino; Escola de Sargentos; Diretoria de Pessoal; e gabinete do comandante.

Para o ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM, as tropas que atuam nas ruas cumprem o papel original da corporação, mas estão sem prestígio.

“O policiamento territorial é a principal área e justifica a própria existência da PM, mas esses policiais estão bem desprestigiados. Isso vai na contramão das principais cidades do mundo, que reduziram crimes valorizando a linha de frente”, disse Silva Filho à Coluna.

O ex-secretário afirmou que o trabalho de patrulha é essencial para prevenir crimes, com o trabalho de inteligência focado em cada bairro da capital paulista, por exemplo.

“Você liga no 190 para denunciar um roubo, quem dá a resposta rápida é a patrulha do batalhão local, que conhece a região. A tropa da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) não faz ideia de como é cada esquina de um bairro”.

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