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Insultos a candidatos nas redes visam mulheres até duas vezes mais que homens, diz estudo


Eleições 2026: saiba quais cargos estarão em disputa neste ano

Presidente, governadores, senadores e deputados serão escolhidos pelos eleitores; entenda o papel de cada cargo. Crédito: Estadão

As mulheres que se candidataram nas eleições de 2026 são até duas vezes mais visadas por insultos e ofensas nas redes que os homens que concorrem contra elas. O dado é de um estudo do projeto MonitorA, formado pelas organizações InternetLab, Democracia em Xeque e Núcleo Jornalismo.

O levantamento analisou mais de 48,8 mil conteúdos publicados nas redes sociais X, TikTok e YouTube entre os dias 16 e 24 de agosto. A pesquisa avaliou o teor dos comentários nos perfis de mais de 300 candidatos a cargos eletivos.

Brasileiros irão às urnas no próximo dia 4 de outubro. Foto: TSE

Segundo o levantamento, a proporção de comentários ofensivos contra mulheres foi duas vezes maior que os insultos dirigidos aos homens. O estudo destaca a incidência de ofensas contra mulheres que concorrem a vagas no Senado, como Marina Silva (Rede-SP), Simone Tebet (PSB-SP), Benedita da Silva (PT-RJ), Eliziane Gama (PT-MA), Caroline de Toni (PL-SC) e Manuela d’Ávila (PSOL-RS). A cada dez ofensas analisadas pelo estudo, seis foram direcionadas a candidatas ao Senado. O relatório aponta que comentários relativos à aparência das candidatas foram os insultos de maior frequência.

Entre os homens analisados, quem mais concentrou ofensas foi Pedro Rousseff (PT), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O levantamento aponta que, mesmo nesse caso, o vínculo com uma mulher foi um dos principais vetores de desqualificação ao candidato. “Os conteúdos direcionados a ele foram marcados principalmente por ataques de teor homofóbico e misógino”, afirma a pesquisa.



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