Minas Gerais estreou nas eleições de 2026 a “política do vai não vai”. O Estado enfrenta este ano um cenário sem precedentes no ambiente político, mas que reflete o impacto da antipolítica e dos fenômenos de votos impulsionados pelas redes sociais.
Primeiro, foram as idas e vindas do senador Cleitinho (Republicanos) e a indecisão sobre ser candidato ao governo, seguida do impasse no próprio partido. Agora foi a vez de Aécio Neves (PSDB). O deputado chegou a anunciar a “aposentadoria” na disputa por cargos eletivos, mas recuou e anunciou a candidatura ao Senado. E ainda teve o PT, que não tinha quem indicar e terminou colocando Patrus Ananias no estilo “se não tem outro, vai você mesmo”.

Patrus Ananias, Cleitinho e Alexandre Kalil, candidatos ao governo de Minas Gerais Foto: Pedro França/Agência Senado, Ton Molina/Agência Senado, Washington Alves/Estadão
Mas o que ocorreu para gerar a política do “vai não vai” no estado? Os próprios políticos mineiros fazem uma leitura sobre isso.
O entendimento principal é de que houve um desmonte dos partidos que foram os mais estruturados do Estado por décadas. PSDB, MDB e PT perderam força por motivos variados, e a antipolítica foi a pá de cal.
A ascensão dos outsiders veio com Romeu Zema (Novo) em 2018, eleito e reeleito governador. Na esteira do bolsonarismo, vieram Cleitinho e Nikolas Ferreira (PL).
A nova realidade e as recentes motivações do eleitorado deixaram a política tradicional zonza, embolando novos e antigos personagens. Esses sacolejos pré-eleitorais obrigaram cada um a tentar descobrir o melhor lugar para se equilibrar e se manter na política.
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