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Número de candidatos a governador cai; SP lidera queda e Minas vai na contramão


O lacrador, o veterano e o sonhador: veja análise de Roseann Kennedy sobre performance de candidatos

Debate foi ‘jogral’ com todos os participantes falando a mesma língua: o antipetismo.

As eleições de 2026 têm menos candidatos a governador do que em 2018 e 2022. São Paulo lidera com o menor número de postulantes em relação a sua média histórica, enquanto Minas Gerais tem a maior quantidade comparada às duas últimas eleições.

​Neste ano, há em média 7,2 candidatos por unidade federativa. Na eleição passada eram 8,3 e no pleito de 2018 foram 7,6. Os dados constam em estudo da Quaest obtido pela Coluna do Estadão.

Urna eletrônica Foto: Alejandro Zambrana/TSE

​De acordo com o instituto, as médias históricas de candidatura a governador estão fortemente associadas ao tamanho do eleitorado. Quanto mais populoso o Estado, maior tende a ser o número esperado de candidatos a governador. Mas a capacidade de articulação do governador, na pré-campanha, também impacta diretamente.

Diferenças nos dois maiores colégios eleitorais

Os dois maiores colégios eleitorais do país tiveram comportamentos político e numérico distintos este ano.

Os dados mostram que a disputa a governador em São Paulo puxa a redução de candidaturas. Desde 1998, São Paulo tem 11,7 candidatos por disputa. Nessa eleição, são 7.

​Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, vai no sentido contrário: saltou da média histórica de 8 candidatos para 11 candidatos.

​A explicação está na capacidade dos governadores de coordenarem, na pré-campanha, as candidaturas dos seus campos ideológicos ou na dificuldade de aglutinar o seu segmento político.

​Essa coordenação envolve o poder da articulação política “ou de amedrontar seus concorrentes – chamado scare-off effect na Ciência Política”, observa Felipe Nunes, diretor da Quaest.

​A comparação de São Paulo e Minas com outros Estados ajuda a entender melhor o impacto da figura do gestor no total de candidatos.

​Minas Gerais e Pará, por exemplo, são Estados com semelhanças importantes na sua configuração eleitoral. Romeu Zema e Helder Barbalho são bem avaliados, estão no segundo mandato e lançaram os respectivos vices, Mateus Simões e Hana Ghassan. Nos dois Estados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu nas eleições passadas.

​A diferença é que, no Pará, Helder Barbalho foi capaz de articular a Federação PT/PV/PCdoB e boa parte do Centrão em torno da candidatura de Hana. Isso reduziu a fragmentação do seu campo ideológico e manteve a média com 6 candidaturas. ​Em Minas Gerais ocorreu o oposto: os partidos de direita não se uniram em torno de Mateus Simões, e esse campo ficou mais fragmentado.

​A coordenação também impactou os cenários de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Nos dois Estados, os governadores Tarcísio de Freitas e Eduardo Riedel disputam a reeleição, Jair Bolsonaro venceu em 2022, e os dois governadores têm boa aprovação.

​Ainda assim, Mato Grosso do Sul registrou 8 candidaturas (2,6 acima da sua média), enquanto São Paulo registrou 4,7 a menos.

​Em São Paulo, a direita se juntou no apoio a Tarcísio. Riedel, porém, não conseguiu unificar todos os partidos e, por exemplo, enfrentará candidaturas como as de João Henrique Catan (Novo) e do Economista Renato Gomes (DC) pela direita.

​Apesar de hoje apoiar Flávio Bolsonaro, Riedel não é um “bolsonarista raiz”. Em 2022, ele foi eleito contra um candidato bolsonarista (Capitão Contar) e contou com o apoio de eleitores petistas. Isso compromete sua credibilidade perante parte do campo bolsonarista local e dificultou a coordenação pré-eleitoral.



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