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PSG decide não recorrer e pagará R$ 375 milhões a Mbappé após batalha na Justiça


O PSG decidiu não recorrer da condenação de 16 de dezembro do ano passado e vai pagar 61 milhões de euros (quase R$ 375 milhões) ao atacante Kylian Mbappé, atualmente no Real Madrid.

No final de 2025, o clube francês foi condenado pela Justiça do Trabalho da França a indenizar seu ex-jogador por salários e bônus não pagos. Os valores eram relacionados ao contrato assinado antes da transferência do atacante ao time merengue, em 2024.

A Justiça decidiu a favor do atleta em meio a acusações de traição e assédio relacionadas ao rompimento de seu vínculo com o Paris, que tinha a opção de entrar com recurso em instâncias superiores a partir de 20 de janeiro, quando ocorreu a notificação.

No entanto, o time da capital francesa afirmou que a briga judicial já durou “tempo demais” e anunciou que vai encerrar o tema, acertando as contas com Mbappé para finalizar a disputa.

“Com espírito de responsabilidade e para colocar o fim definitivo em um processo que já durou tempo demais, o clube decidiu não prolongar a disputa”, escreveu o PSG, em nota publicada pela agência AFP e pelo jornal Le Parisien.

“O Paris Saint-Germain agora segue unicamente focado no futuro, concentrado em seu projeto esportivo e no sucesso coletivo”, complementou.

Entenda a briga PSG x Mbappé

No processo, os advogados de Mbappé alegaram que o clube devia mais de 260 milhões de euros (cerca de R$ 1,6 bilhão).

O Paris, por outro lado, exigia 440 milhões de euros (cerca de R$ 2,7 bilhões) do jogador alegando danos e uma “perda de oportunidade” após a sua saída sem custos de transferência para o Real Madrid.

A relação entre Mbappé e PSG se deteriorou quando o atleta decidiu, em 2023, não renovar o contrato que expiraria em meados de 2024.

Isso privou o Paris Saint-Germain de uma enorme quantia em dinheiro pela transferência, apesar de ter oferecido a ele o contrato mais lucrativo da história do clube em 2022, quando assinou sua última renovação com os parisienses.

Mbappé foi afastado da pré-temporada e forçado a treinar com jogadores reservas. Ele perdeu a partida de estreia do Campeonato Francês, mas retornou ao time titular após conversas com os dirigentes do PSG. Essas conversas, inclusive, são centrais para a disputa.

O clube acusou Mbappé de descumprir um acordo firmado em agosto de 2023 que supostamente previa uma redução salarial caso ele saísse de graça, um acordo que, segundo o PSG, visava proteger sua estabilidade financeira.

O PSG alegou que Mbappé escondeu sua decisão de não renovar contrato por quase 11 meses, de julho de 2022 a junho de 2023, impedindo o clube de concretizar uma transferência e causando-lhe grandes prejuízos financeiros.

O clube o acusou de violar obrigações contratuais e os princípios da boa-fé e da lealdade.

A equipe de Mbappé insistiu que o PSG nunca apresentou provas de que o atacante concordou em abrir mão de qualquer pagamento. Seus advogados alegaram que o clube deixou de pagar os salários e bônus referentes a abril, maio e junho de 2024.

“Mbappé cumpriu escrupulosamente suas obrigações esportivas e contratuais por sete anos, até o último dia”, disse a defesa do jogador.

“Ele fez tudo o que pôde para evitar litígios, chegando até a retirar queixa de assédio em espírito de conciliação. No total, vinha buscando o pagamento de seus salários e bônus por mais de 18 meses”, acrescentou.

O PSG rejeitou todas as acusações de assédio, destacando que Mbappé participou em mais de 94% dos jogos na temporada 2023/24 e sempre trabalhou em condições em conformidade com a Carta do Futebol Profissional.

O PSG buscava uma indenização total de 440 milhões de euros, incluindo 180 milhões de euros pela oportunidade perdida de contratar Mbappé, já que ele saiu como jogador livre após recusar uma oferta de 300 milhões de euros do clube saudita Al Hilal, em julho de 2023.

Mbappé se juntou ao Real Madrid em 2024 em uma transferência gratuita após marcar 256 gols em sete anos no PSG, que venceu a Champions League sem ele em 2025.



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