Os 7 anos do inquérito das fake news: como o caso virou ‘escudo’ do STF e também motivo de críticas
Investigação não tem previsão de encerramento e concentrou poderes em Alexandres de Moraes. Crédito: Imagens de apoio: AFP
Desde que o inquérito das fake news foi aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), há sete anos e meio, outras 307 investigações sigilosa, sobre temas variados, começaram a tramitar na Corte. Apenas o caso relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, contudo, segue em curso indefinidamente e sem alvo exato.
Sob pretexto de apurar ataques a ministros, aquele que ficou conhecido como “inquérito do fim do mundo” recebeu o número 4.781, quando foi instaurado de ofício em 2019. Agora, a Corte já está no número 5.088. A mais recente apuração chegou ao gabinete de Cristiano Zanin no último dia 28.

O ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, que tramita há sete anos e meio sem prazo ou alvo definidos Foto: Wilton Junior/Estadão
Nesta semana, o inquérito obscuro que já mirou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou um novo capítulo após Moraes incluir como investigado o colega André Mendonça, relator dos casos Master e INSS na Corte.
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Fachin retirou o pedido do inquérito das fake news, que Moraes relata desde 2019, e incluiu o caso no mesmo procedimento aberto sobre os indícios encontrados pela PF contra o magistrado. Nessa sexta-feira, 4, o presidente da Corte defendeu publicamente o fim dessa investigação.
“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um Código de Ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, disse Fachin em um evento no Palácio do Planalto.
Na última terça-feira, 1º, André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da PF que compilou 51 mensagens comprometedoras em 21 dias entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, após o conteúdo ser revelado pelo Estadão.
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